Saturday, February 24, 2007

João de Nada, resolveu juntar todos os seus pequenos alguns, para fazer uma qualquer coisa. Coisa essa, que de nada consistia e de pouco precisava. Seria então o rei de faz de conta, ou melhor o rei do faz de continho, porque sabia que a sua propria história o fazia assim, bem pequininho.
Um dia em que João de Nada fazia assim muito poucochinho se apaixonou por Maria Que-Quer-Tudo. Chorou, rebolou e se refez. Não se tornou João de Tudo, porque achou que o Destino os juntava de qualquer maneira, uma vez que sendo Tudo, tudo poderia perder, sobretudo quem tudo quer, tornaria Maria em Maria Que- Tudo- Perde- Tudo- o-que -Quis. Por isso esperou... Até que finalmente um dia, Maria Que-Tudo-Quer viu que o Tudo só pode existir no Nada e que não tendo Nada, teria Tudo.
Maria Que-Tudo-Quer casou com João de Nada.

Moral da História: Qualquer história é imoralmente bonita!!!

Ps- Alguns anos depois, fomos ver Maria Que-Quer-Tudo e João de Nada, com os seus filhos: José de Sim, Manuel de Não e Joana de Assim-Assim!
(To be continued...)
" (...) Passamos a vida a ouvir palavras sobre o dever de as calar, sobre a obrigação de as medir. Quantos centímetros deverá, então, ter cada palavra? (...) " Helder Fernando

Tuesday, February 13, 2007

Desenhar pintas com os pés é bem mais fácil que coçar a cabeça

Não percebo isso das palavras, cheias de "aí não me toques..."!!! Está mal!! As palavras, deviam ser só paixão, desejo e Amor. Se repararmos bem, as pessoas desinteressadas movem-se monossilabicamente e as desintegradas falam muito rapidamente...
A virtude, como é suposto estar sempre entre qualquer coisa, hoje estará no fim de todas elas... Nem entre a espada, nem a parede, simplesmente lá fora...no Jardim.
Gostava de poder entender realmente esses bichinhos que nos pegam e viram do avesso. Passo a vida revirado, por isso nada contendo. Mas se um dia quiser viajar a sério? Partir dentro de mim à deriva, sem data para chegar? Não posso ser revirada, porque perderei sempre a minha bagagem. Por vezes, finjo ser sopa... outras uma pessoa séria. Mas o mais divertido é ser sopa, vestida de pessoa séria. Há ocasiões em que queima, outras em quase me afogo, senão mantenho a discernidade.

Friday, October 06, 2006

Lá corre a saudade pelas avenidas. Lá vem a melancolia desta cidade despida, escura e vadia! Ai, se não fosse este céu que nos guarda, cairiamos no abismo da noite sem dia? Desse dia sem Sol, só escuro? Diz-se que o espaço é assim: feito de escuro, pintalgado de claro. Mas o claro vem de longe...há muito que vem. Mas nunca chega. É o vai vindo!
Nesta cidade as coisas são a sério. A vida aqui não é de brincar. Não se sorri, nem se olha para o lado. Faz-se e desfaz-se tempo. Faz-se em espera por chegar a algum lado, por alguém ou por coisa nenhuma. Desfaz-se em corridas, contratempos e em coisas muitas.
Sou de uma raça diferente. Não vivo aqui, nem em sítio algum, o que é bom porque não me podem nunca desalojar. Mas também, nesta vida, já fiz muito nenhum e já me cansei de esperar!!!

Monday, October 02, 2006

…o pior, é que o ouvi mesmo gritar: “ EU NÃO SOU ATEU!!”, mesmo antes de desaparecer por baixo daquelas rodas gigantes do camião do lixo. Raios partam esta vida! Diz-se o homem crente e os desperdícios da raça o atropelam e quase o desfazem, de encontra ao asfalto. “ Era apenas um teste…” ouviu-se o vento burburinhar. De que nos valem esses testes? Isto já parece anúncio televisivo “testado pelas principais marcas”. Sim, sim… este pobre diabo foi testado pelas principais divindades…mas nem por isso lhe dão garantias. Nem por um dia.
Pois é, nesta catárse, nada se safa. Todos e tudo têm seu desempenho pronto a figurar. Está tudo meticulosamente pensado desde o mais minucioso pormenor, ao mais bruto pormaior.
Ainda dizem que as gentes é que têm manias! Haverá esquizofrénico mais complexo que esse chamado Destino? “ Apenas planeio caminhos”- disse-me uma vez, antes de lhe conhecer a fama. Estranhei. Mas até engracei com o tipo, sempre bem arranjado, ar de menino. Mas pelo que consta anda na vida há mais tempo do que as meninas da própria… Afinal há profissões mais antigas!

Sunday, October 01, 2006

Agora é tarde… Espero que Hoje já não o seja. Queria criar…ou Ser Natureza e tudo transformar. Poder atribuir novas cores aos dias e novas horas às coisas! Queria no fundo trazer o longe para perto. Fazer da certeza uma torta e das dúvidas um bolo de chocolate. E comer… comer… deliciar-me e fazê-las seguir o devido curso!
Quero moldar o mundo com a minha forma desformada, sem medidas nem pontos. Queria a loucura bem perto, arranjar-lhe um pratinho e dar-lhe comida, todos os dias enquanto, de uma forma carinhosa, a domesticava. Queria deixar a sanidade, à solta… perdê-la em trânsito num aeroporto…De certeza que a teria de despachar como bagagem “disforme”… mas não sei sequer se vem com líquidos ou não… “Sanidade”- parece-me tudo muito sólido…
E assim regresso…a estas outras maneiras (ou formas!) de ser, em que as letras, uma vez iguais, disfarçam tudo o resto…

Thursday, March 30, 2006

Do outro lado da sobriedade encontrei uma ideia...um pensamento que surgiu de uma sensação... no começo, sem perceber, arrisquei e lancei essa ideia no ar... fez-se papagaio e voou. Hoje...apenas uns dias depois, essa ideia se tornou céu, se tornou ar e se fez sentido. Creio que a proxima metamorfose o tornará água, espaço e por fim: AMOR!

to someone special
" (...) I know I’m not wrong... this feeling’s gettin’ stronger The longer, I stay away(...)"
by-louis armstrong

Sunday, March 26, 2006


" Saberás que não te amo e que te amo
pois que de dois modos é a vida
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem sua metade de frio.
Eu amo-te para começar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e não deixar de amar-te nunca:
por isso é que ainda te não amo
Amo-te e não amo como se tivesse
nas minhas mãos as chaves da fortuna
e um incerto destino infortunado
Este amor tem duas vidas para amar-te.
Por isso amo-te quando não te amo
e por isso amo-te quando te amo"

Pablo Neruda

Monday, February 13, 2006

Descobri que o que passa é moldável. Faz-se pegajoso e insistente, mas é louvadamente reciclável. Une-se. Em matéria e em sentido. Une-se. Torna-se e retorna-se readquirindo uma nova voz. Pode ser som ou magia. Um simples pirlim pim pim. Más bienvinido!! pero que la alma prende el fuego! ah...sentimento renhido de amar som...de amar sentidos e letras. Quero aprender a voar! Sei que passo demasiado tempo lá fora, sem os pés no ar. E aí...perco-me! Eu já não existo!! Xiiiiiiiiiiuuuuuuuuuuuu.........

Saturday, February 04, 2006

É difícil perceber qual é ao certo o papel do silêncio. Umas vezes veste-se de vazio, outras de complemento. Já me apareceu, fantasiado de glutão, debicando dor, mágoa, garotices e disparates... Já me apareceu, feito bicho papão, obrigando-me a recear o escuro...
Parece que em tudo...só se pode ser realmente...em meia medida. Senão, nada faz mesmo sentido.
Ou somos nós, que existimos demasiado e inexistimos de todo...ou são as coisas...que podem ser ou não...e nessa incerteza, se repetem...ad eternum... Portanto...hoje sou só meia. Meia medida. Meia pessoa....Meia certeza...Mas assim, quantas inteiras ao todo seria? Talvez seja esse o elixir da sanidade, o da pura ilusão! Assim, todas as meias posso ser, querer e coleccionar...porque serei sempre uma. Conto como número inteiro, oficialmente. E hoje sou um número. O número um.

" One is the loneliest number
That you'll ever do
One is the loneliest number
Much much worse than two
One is a number divided by two" - Aimee Mann

Sunday, January 15, 2006

Achei oportuno partilhar o sono que tenho! O sono que me fazem os discursos ensaiados e a irritabilidade sonolenta da vaidade...Achei oportuno gritar bem alto para quebrar o ruído monocórdico das existências em ressureição, mas não tinha que dizer.... Achei oportuno chorar lágrimas de pura tristeza, mas estava demasiado cansado. Pensei em desistir, mas nem caminho há mais para isso. Pensei em jogar tudo para o alto... mas até a gravidade está mais forte que eu.
Rendi-me ao desconforto...à nausea e... impeli o vómito, e eis: O MUNDO! Não é assim tão grande, que não possa a qualquer momento ser devorado...mas demasiado complexo... tem azedumes que acidificam demasiado, o pH do estômago... é.... comer mundos, não é para qualquer um.... cansa demasiado....é então, melhor dormir descansado na falsa segurança do seu espaço.

Friday, January 06, 2006

Conspirações no Mar Vermelho

Em tempos de fantasmas.... os sustos dão lugar a uma vida noutros tons.... escuros....claros..... frios! A única forma de combater esse inverno incolor, era arranjar imagens mentais que se entranhassem nas fissuras e reentrâncias da cabeça, num novo Chakra...ou a junção de todos eles, numa simples imagem...
Agora que tinha a ideia, tudo parecia simples. Mas, a escolha de uma imagem alegórica, em tempos de nazismos pensamentais, pode ser sinónimo de suicídio.
Tentei poupar a cabeça...mas era quase impossível. Arriscava a morte...mas, lutaria até ao fim. No coração, sempre viveu uma revolução e agora, as ideias faziam-se finalmente senhoras, abrindo-lhe os portões daquele anonimato enclausurado. O sentimento, fez-se Paixão e como paixão que era, passou à acção. Manteve-se emotivamente apaixonado, mas amadureceu fazendo-se Amor! E cresceu num sonho que me salvava a vida...e justificava uma existência! O meu quadro é claro: Um mar....cheio de força....a vida colorida a vermelho....e a cínica dualidade das "conspirações".
Estava safo....

Sunday, November 20, 2005

As saudades levam a comer bolas de Berlim

Se pudesse eliminava do meu diccionário a palavra "saudade". Sim, arrancava a folha e engolia-a! Talvez só não fale do que tenho cá dentro, com medo dele sair pela boca. Talvez tb, não fale do que tenho cá dentro com medo de se tornar sombra...talvez cá dentro tenha a vantagem de ter alguns enterócitos feitos máquinas de caça-fantasmas, que aprisionam pesadelos e hemácias em circulação, que partilham sonhos.
Às vezes tenho comichão na barriga por causa disso...Mas, à lei da Natureza: everything will turn out fine, afogo as saudades em bolas de Berlim... e troco a comichão por dores de barriga!

Saturday, November 19, 2005

Penteei os cabelos em forma de mar

É verdade.....entreguei o movimento ao braço e a cabeça às nuvens. Sonhava com uma frase que acabara de ler:"O vento da floresta chama pela noite". Não sei bem o que há para pensar objectivamente...mas faz sonhar...faz sonhar e traz saudade. Quando olhei ao espelho, vi que o meu cabelo se tinha tornado mar. Agora só tenho de aprender a ser barco, para poder atravessar oceanos...

Sunday, October 23, 2005

Rubrica- Novos Símbolos



Tara -que significa "estrela"é um Bodisatva da Compaixão

"(...) Seu rosto é tranqüilo. Seus olhos são sábios e compassionados. Seu olhar contemplativo é como o oceano. Ela olha para cada ser senciente com uma mãe olha para seu filho.(...) excelente guia para os grandes místicos. Ela é a estrêla guia e a protetora atuando nos recantos mais profundos de nossa mente. Ela é a guia e a instrutora de muitos santos, gurus e lamas na tradição do Budismo Tibetano. Ela sozinha pode nos trazer à iluminação. Ao fazer a prática da Tara alcançamos a inspiraçào religiosa ou experiência mística que tanto procuramos. (...)
A Tara Verde é a principal e todas as outras são manifestações dela.Verde é uma cor associada com o vento que indica movimento e também indica karma. Conseqüentemente, uma rapidez da ação aplicada às nossas condições: esta é a ajuda da Tara Verde.(...)" on the web

Ainda referente ao "Desaparecimento dos Símbolos"

Um excerto de um poema do Grande sábio Alberto Caeiro, que ilustra o que quero dizer:
"(...) Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e luar,
Então eu acredito nele,
Então eu acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.
(...)
E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?),
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora."

O desaparecimento dos símbolos

Há quanto tempo sonhamos com o nevoeiro? E há quanto tempo, ouvimos ecoar no nosso cérebro: " É a HORA!" ?
É o problema da tão bem aventurada "esperança". Ninguém se apercebeu que trazia mais Espera, que Ânsia. Entretanto, caíram os símbolos da vida (in)eterna, ou seja, desta mesmo que permite a verbalização da palavra (provindo a própria palavra "Palavra", etimologicamente, dum calão dos antigos senhorios, para com seus trabalhadores: "Opáh Lavra!"- E julgo que foi nas Áfricas, início da humanidade sapiense, ou pelos Alentejos, que as gentes se resolveram sentar e dar uso ao carvão, abandonando os trabalhos forçados).
Não temos escudos, nem lanças... como protecção apenas a gordura corporal, para enfrentar os rigorosos Invernos; e afiada, só a língua.
Possuímos agora, uma interessante política de vida...alimentamos a alma com downloads constantes...o corpo, a triglicéridos e colesterol e o cérebro com as elaboradíssimas ideias que desenvolvemos, mas com a vantagem de serem automaticamente arquivadas nesse reino da internet, que ninguém sabe onde é que realmente mora.
E os símbolos? Segundo o Cândido: " 1.m.Sinal particular, pelo qual se reconheciam os iniciados nos mistérios do culto de algumas divindades gregas.2. s.m.(...).3. sinal externo de um sacramento(...)"- A conclusão é óbvia! Falta-nos o culto às Deidades, Divindades, Orixás, e tudo o mais! Os símbolos, não precisam ser expostos, mas louvados!! Os símbolos são a própria Natureza, que todos os dias definha,nas cidades...e na Selva... Um dia, também fomos Natureza. Será que estamos assim tão distantes dela?

Saturday, October 22, 2005

O Louva-a-Deus

NOME COMUM: Louva-a-Deus NOME PRÓPRIO: Tal Bichinho
NOME EM INGLÊS: Praying Mantis
NOME CIENTÍFICO: Mantis religiosa
FILO: Arthorpoda
CLASSE: Insecta ORDEM: Orthoptera FAMÍLIA: Mantidae


De apelido Bichinho, o Louva-a-Deus da Lituânia correu as Américas, indagando quem passava: "Qual é a maior verdade do mundo?". Passeava pelo Chile, quando lhe responderam: "ALEGRÍA hoja verde caída en la ventana, minúsculaclaridad recién nacida, elefante sonoro, deslumbrante moneda, a veces ráfaga quebradiza, pero más bien pan permanente, esperanza cumplida, deber desarrollado." Alegre, então continuou a caminhada até ao Brasil, onde milhares de vozes brotavam do céu. Uma dizia: " Coitado do homem que vai
Atrás de mandinga de amor Vai, vai, vai, vai, não vou Vai, vai, vai, vai, não vouVai, vai, vai, vai, não vou Vai, vai, vai, vai, não vou", mas essa mesma voz de outro lado cantava : "De tudo, ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento."

O Tal, ficou baralhado, com tantas vozes...com tantas ideias que percebeu que o mundo se veste disso mesmo. As verdades, são apenas meias e as ideias, momentos.

Wednesday, October 12, 2005

A poesia surgiu...naquele dia, em que alguém, certamente iria renascer. Criou-se então a disciplina, que na essência da vontade, fazia afirmar outros mares e tempestades.....
Afinal, "tristeza até depois...."!
Roubei o pensamento. Roubei o sentimento. Roubei a vontade.
...........................................................................................Esta última se ficou, em meia dela para acertar inumeros pois.........de muitos outros "senões", que virão com um apagão! A moleza k realmente se sente para lá...do depois..........! tá visto........(e sentido....).