Thursday, March 30, 2006

Do outro lado da sobriedade encontrei uma ideia...um pensamento que surgiu de uma sensação... no começo, sem perceber, arrisquei e lancei essa ideia no ar... fez-se papagaio e voou. Hoje...apenas uns dias depois, essa ideia se tornou céu, se tornou ar e se fez sentido. Creio que a proxima metamorfose o tornará água, espaço e por fim: AMOR!

to someone special
" (...) I know I’m not wrong... this feeling’s gettin’ stronger The longer, I stay away(...)"
by-louis armstrong

Sunday, March 26, 2006


" Saberás que não te amo e que te amo
pois que de dois modos é a vida
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem sua metade de frio.
Eu amo-te para começar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e não deixar de amar-te nunca:
por isso é que ainda te não amo
Amo-te e não amo como se tivesse
nas minhas mãos as chaves da fortuna
e um incerto destino infortunado
Este amor tem duas vidas para amar-te.
Por isso amo-te quando não te amo
e por isso amo-te quando te amo"

Pablo Neruda

Monday, February 13, 2006

Descobri que o que passa é moldável. Faz-se pegajoso e insistente, mas é louvadamente reciclável. Une-se. Em matéria e em sentido. Une-se. Torna-se e retorna-se readquirindo uma nova voz. Pode ser som ou magia. Um simples pirlim pim pim. Más bienvinido!! pero que la alma prende el fuego! ah...sentimento renhido de amar som...de amar sentidos e letras. Quero aprender a voar! Sei que passo demasiado tempo lá fora, sem os pés no ar. E aí...perco-me! Eu já não existo!! Xiiiiiiiiiiuuuuuuuuuuuu.........

Saturday, February 04, 2006

É difícil perceber qual é ao certo o papel do silêncio. Umas vezes veste-se de vazio, outras de complemento. Já me apareceu, fantasiado de glutão, debicando dor, mágoa, garotices e disparates... Já me apareceu, feito bicho papão, obrigando-me a recear o escuro...
Parece que em tudo...só se pode ser realmente...em meia medida. Senão, nada faz mesmo sentido.
Ou somos nós, que existimos demasiado e inexistimos de todo...ou são as coisas...que podem ser ou não...e nessa incerteza, se repetem...ad eternum... Portanto...hoje sou só meia. Meia medida. Meia pessoa....Meia certeza...Mas assim, quantas inteiras ao todo seria? Talvez seja esse o elixir da sanidade, o da pura ilusão! Assim, todas as meias posso ser, querer e coleccionar...porque serei sempre uma. Conto como número inteiro, oficialmente. E hoje sou um número. O número um.

" One is the loneliest number
That you'll ever do
One is the loneliest number
Much much worse than two
One is a number divided by two" - Aimee Mann

Sunday, January 15, 2006

Achei oportuno partilhar o sono que tenho! O sono que me fazem os discursos ensaiados e a irritabilidade sonolenta da vaidade...Achei oportuno gritar bem alto para quebrar o ruído monocórdico das existências em ressureição, mas não tinha que dizer.... Achei oportuno chorar lágrimas de pura tristeza, mas estava demasiado cansado. Pensei em desistir, mas nem caminho há mais para isso. Pensei em jogar tudo para o alto... mas até a gravidade está mais forte que eu.
Rendi-me ao desconforto...à nausea e... impeli o vómito, e eis: O MUNDO! Não é assim tão grande, que não possa a qualquer momento ser devorado...mas demasiado complexo... tem azedumes que acidificam demasiado, o pH do estômago... é.... comer mundos, não é para qualquer um.... cansa demasiado....é então, melhor dormir descansado na falsa segurança do seu espaço.

Friday, January 06, 2006

Conspirações no Mar Vermelho

Em tempos de fantasmas.... os sustos dão lugar a uma vida noutros tons.... escuros....claros..... frios! A única forma de combater esse inverno incolor, era arranjar imagens mentais que se entranhassem nas fissuras e reentrâncias da cabeça, num novo Chakra...ou a junção de todos eles, numa simples imagem...
Agora que tinha a ideia, tudo parecia simples. Mas, a escolha de uma imagem alegórica, em tempos de nazismos pensamentais, pode ser sinónimo de suicídio.
Tentei poupar a cabeça...mas era quase impossível. Arriscava a morte...mas, lutaria até ao fim. No coração, sempre viveu uma revolução e agora, as ideias faziam-se finalmente senhoras, abrindo-lhe os portões daquele anonimato enclausurado. O sentimento, fez-se Paixão e como paixão que era, passou à acção. Manteve-se emotivamente apaixonado, mas amadureceu fazendo-se Amor! E cresceu num sonho que me salvava a vida...e justificava uma existência! O meu quadro é claro: Um mar....cheio de força....a vida colorida a vermelho....e a cínica dualidade das "conspirações".
Estava safo....

Sunday, November 20, 2005

As saudades levam a comer bolas de Berlim

Se pudesse eliminava do meu diccionário a palavra "saudade". Sim, arrancava a folha e engolia-a! Talvez só não fale do que tenho cá dentro, com medo dele sair pela boca. Talvez tb, não fale do que tenho cá dentro com medo de se tornar sombra...talvez cá dentro tenha a vantagem de ter alguns enterócitos feitos máquinas de caça-fantasmas, que aprisionam pesadelos e hemácias em circulação, que partilham sonhos.
Às vezes tenho comichão na barriga por causa disso...Mas, à lei da Natureza: everything will turn out fine, afogo as saudades em bolas de Berlim... e troco a comichão por dores de barriga!

Saturday, November 19, 2005

Penteei os cabelos em forma de mar

É verdade.....entreguei o movimento ao braço e a cabeça às nuvens. Sonhava com uma frase que acabara de ler:"O vento da floresta chama pela noite". Não sei bem o que há para pensar objectivamente...mas faz sonhar...faz sonhar e traz saudade. Quando olhei ao espelho, vi que o meu cabelo se tinha tornado mar. Agora só tenho de aprender a ser barco, para poder atravessar oceanos...

Sunday, October 23, 2005

Rubrica- Novos Símbolos



Tara -que significa "estrela"é um Bodisatva da Compaixão

"(...) Seu rosto é tranqüilo. Seus olhos são sábios e compassionados. Seu olhar contemplativo é como o oceano. Ela olha para cada ser senciente com uma mãe olha para seu filho.(...) excelente guia para os grandes místicos. Ela é a estrêla guia e a protetora atuando nos recantos mais profundos de nossa mente. Ela é a guia e a instrutora de muitos santos, gurus e lamas na tradição do Budismo Tibetano. Ela sozinha pode nos trazer à iluminação. Ao fazer a prática da Tara alcançamos a inspiraçào religiosa ou experiência mística que tanto procuramos. (...)
A Tara Verde é a principal e todas as outras são manifestações dela.Verde é uma cor associada com o vento que indica movimento e também indica karma. Conseqüentemente, uma rapidez da ação aplicada às nossas condições: esta é a ajuda da Tara Verde.(...)" on the web

Ainda referente ao "Desaparecimento dos Símbolos"

Um excerto de um poema do Grande sábio Alberto Caeiro, que ilustra o que quero dizer:
"(...) Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e luar,
Então eu acredito nele,
Então eu acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.
(...)
E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?),
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora."

O desaparecimento dos símbolos

Há quanto tempo sonhamos com o nevoeiro? E há quanto tempo, ouvimos ecoar no nosso cérebro: " É a HORA!" ?
É o problema da tão bem aventurada "esperança". Ninguém se apercebeu que trazia mais Espera, que Ânsia. Entretanto, caíram os símbolos da vida (in)eterna, ou seja, desta mesmo que permite a verbalização da palavra (provindo a própria palavra "Palavra", etimologicamente, dum calão dos antigos senhorios, para com seus trabalhadores: "Opáh Lavra!"- E julgo que foi nas Áfricas, início da humanidade sapiense, ou pelos Alentejos, que as gentes se resolveram sentar e dar uso ao carvão, abandonando os trabalhos forçados).
Não temos escudos, nem lanças... como protecção apenas a gordura corporal, para enfrentar os rigorosos Invernos; e afiada, só a língua.
Possuímos agora, uma interessante política de vida...alimentamos a alma com downloads constantes...o corpo, a triglicéridos e colesterol e o cérebro com as elaboradíssimas ideias que desenvolvemos, mas com a vantagem de serem automaticamente arquivadas nesse reino da internet, que ninguém sabe onde é que realmente mora.
E os símbolos? Segundo o Cândido: " 1.m.Sinal particular, pelo qual se reconheciam os iniciados nos mistérios do culto de algumas divindades gregas.2. s.m.(...).3. sinal externo de um sacramento(...)"- A conclusão é óbvia! Falta-nos o culto às Deidades, Divindades, Orixás, e tudo o mais! Os símbolos, não precisam ser expostos, mas louvados!! Os símbolos são a própria Natureza, que todos os dias definha,nas cidades...e na Selva... Um dia, também fomos Natureza. Será que estamos assim tão distantes dela?

Saturday, October 22, 2005

O Louva-a-Deus

NOME COMUM: Louva-a-Deus NOME PRÓPRIO: Tal Bichinho
NOME EM INGLÊS: Praying Mantis
NOME CIENTÍFICO: Mantis religiosa
FILO: Arthorpoda
CLASSE: Insecta ORDEM: Orthoptera FAMÍLIA: Mantidae


De apelido Bichinho, o Louva-a-Deus da Lituânia correu as Américas, indagando quem passava: "Qual é a maior verdade do mundo?". Passeava pelo Chile, quando lhe responderam: "ALEGRÍA hoja verde caída en la ventana, minúsculaclaridad recién nacida, elefante sonoro, deslumbrante moneda, a veces ráfaga quebradiza, pero más bien pan permanente, esperanza cumplida, deber desarrollado." Alegre, então continuou a caminhada até ao Brasil, onde milhares de vozes brotavam do céu. Uma dizia: " Coitado do homem que vai
Atrás de mandinga de amor Vai, vai, vai, vai, não vou Vai, vai, vai, vai, não vouVai, vai, vai, vai, não vou Vai, vai, vai, vai, não vou", mas essa mesma voz de outro lado cantava : "De tudo, ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento."

O Tal, ficou baralhado, com tantas vozes...com tantas ideias que percebeu que o mundo se veste disso mesmo. As verdades, são apenas meias e as ideias, momentos.

Wednesday, October 12, 2005

A poesia surgiu...naquele dia, em que alguém, certamente iria renascer. Criou-se então a disciplina, que na essência da vontade, fazia afirmar outros mares e tempestades.....
Afinal, "tristeza até depois...."!
Roubei o pensamento. Roubei o sentimento. Roubei a vontade.
...........................................................................................Esta última se ficou, em meia dela para acertar inumeros pois.........de muitos outros "senões", que virão com um apagão! A moleza k realmente se sente para lá...do depois..........! tá visto........(e sentido....).

Saturday, October 08, 2005


Esta manhã, deixei o Sol esperar atrás das persianas. O dia tinha começado. Percebi, que as primeiras atitudes me defeniriam, não só o dia...mas todos os outros, que lhe sucedem. Pensei que ía ter medo de arriscar, mas dei conta, que não preciso mais de ter medo de nada. Quando as ilusões e os sonhos caiem por terra, não precisamos de fazer esforço para os manter no alto, onde os possamos ver e sustentar.
Procurei os monstros debaixo da cama, mas só encontrei chinelos e desarrumação. Percebi que era exactamente assim que se encontrava a minha cabeça....cheia de passos prontos a dar, mas numa desorganização tal, que mesmo os que eram dados, eram imediatamente contrariados com outros passos e outros sentidos.
Abri as persianas...E o verdadeiro dia, começou a fazer "tic-tac". O Sol brilha. O Tengri assegura o ritmo do mundo. E eu...ainda cá estou! As palavras mostram-me que o caminho a percorrer agora...não é difícil, basta chutar para fora e com força os "in"s, da certeza, da compreensão e até do vento... para Ele voltar a falar no meu âmago. Aí, a Paz será restabelicida e o Universo respirará comigo.
A balança está de novo a calibrar...o equilíbrio será redefinido!

Sunday, September 25, 2005

A vida entreaberta

A vida parece assustar, por ser tão curta... Mas, talvez assuste mais ser a união de tantos pouquinhos que fazem o ser desconfiar da sua própria consciência...na atitude, no desempenho, na escolha e até na falta dela.
Talvez não esteja preparado para a imutabilidade do sentimento e para a omnipresência da saudade. Talvez o sentido do mundo, esteja a ser pouco sentido pelo próprio mundo e nos arrastemos por ociosidades incompatíveis com as nossas certezas e, mais dignas vontades.

"(...) There´s something else that makes that tune complete....yes.... It don´t mean a thing if ain´t got that swing.... It don´t mean a thing, all u´ve got to do is SING(...)"- Louis Armstrong

Saturday, September 24, 2005

Os frios de uma outra madrugada

Hoje senti a manhã nos dedos dos pés... O frio começa a instalar-se feito açorda na sua travessa. O Céu lá fora ainda grita: "Sou azul" e depois de ter pago ao Vento, um espaço imenso, este sopra as nuvens para longe do Mar. Sim, o mundo continua a funcionar tal e qual lhe ensinaram. Só eu me demoro em sentiminto...porque não sei se minto, só para não assumir uma saudade, ou se sinto só para não deixar o frio dos dedos dos pés, chegar ao coração...

Friday, September 23, 2005

Mas afinal que peixes é que falam baleiês?

Andava um pouco preocupada com toda essa ditadura empresarial das palavras, quando resolvi dedicar-me à bovinicultura...passaram-se três dias inteirinhos, de manhã até à noitinha, até que comecei a obter resultados: cresceram três porcos no meu jardim! Pús-lhes fermento e em vez de encolherem...tornaram-se de jasmim.

“Se este mundo fosse meu,eu fazia tantas mudanças que ele seria um paraíso de bichos, plantas e crianças”- José Paulo Paes, in- "Poemas de brincar"

Thursday, September 15, 2005

?


Um dia uma tartaruga côr de laranja, perguntou a um símio: " Ouve lá, porque é que as estrelas têm dentes de marfim?", ao qual o símio respondeu: " A que propósito é que as estrelas têm dentes? Mas se os têm, todos os dentes são de marfim....".
A tartaruga pensou....pensou...e, OFZ: " É que eu sempre achei que as estrelas não nos caíam em cima, por estarem muito agarradinhas...com o somatório de toda a sua área de dente cravada no espaço.....mas se todos os dentes são de marfim, com tanta estrela que há para aí, o outro lado do espaço deve ser rico, não?"
O símio coçou a cabeça, com um ar pensante....mas sorriu logo, um daqueles sorriso de "pois é...", não se querendo mais demorar no assunto, não fosse a conversa continuar e questionar aridez desse "outro lado do espaço", cheio de marfim......

Wednesday, September 14, 2005

(...) E chegam os tubarões das ideias......por isso...é que as pessoas só ouvem falar dos tubarões do mar e nunca das areias...os cabrões trocaram o "r" pelo "d", que vem logo ali no início do tal "abc"....e desfizeram o pensamento lógico...roubam-nos as ideias...duma maneira muito "maiores de 18".....trincam-nas....misturam-lhes as letras...fazem picadinho de palavras...até que não sobre uma silaba só. Ai ai....Escondem o "tu" de seu nome, julgando-se reais "barões"! Por isso....queria ser pensamento de ar....pensamento de sentimento sem letras...nem palavras....principalmente, sem confusão! Ser algo breve...efémero....ser um pensamomento! Queria ser um pensamento simples...não descomplicado, porque este implica complicação....sim, simples. Tipo croissant.(...)

Friday, September 09, 2005


No outro dia perguntaram-me se uma resposta era válida, se só se respondesse: "sim". Eu respondi que: "não".