Sunday, March 02, 2008

Hoje vivi um sonho. Sonhei que sonhava sonhando, mas apercebi-me que nem em sonhos, meu sonho poderia ser tão sonhantil. Vivi o sonho. Me realizei sonhando. Ah.. vontade essa que nem a imaginação sonha, nem o sonho imagina!!
A vida tem verdades dessas... e sabem que mais? Ninguém as imita!!

Hoje sonho realizada. Hoje realizo um sonho. Hoje vivo a realidade "abensonhada"!!!

Sunday, February 17, 2008

A consciência cresce nos atritos. Começamos por aprender as leis da física, desprezando o atrito. Mas, a aplicação real torna-se impossível. Antes de sermos, já nos gravitamos nas nossas mães. Começamos a querer espaço e acordamos numa berraria só, lutando pelo ar a que temos direito! Mas conquistar um lugar, não se faz só em lutas de espaço. Faz-se em luta de consciência... E essa cresce realmente dos atritos. Não há desprezo que vença a consequência...

Existem as madrugadas vividas em sono descansado e outras em roda de lareiras desvairadas... Existem recordações desesperadas em atentas análises e existe o sorriso. A certeza crescente de que "nem tudo é o que se quer" , "mesmo que se possa tudo querer".

A consciência cresce nos atritos... faz-se princesa mimada, e vira trapo nas impossibilidades de seu mais certo desejo. Mas qualquer deslocamento necessita uma vencida. O atrito é vencido e o passo é dado!

Hoje passeio em centripetação. Passei tempo de mais em passos de centrifugação... o que não leva a lado nenhum... foge-se, foge-se e está-se sempre lá... andando, em voltas de se ser. Às voltas com tudo o que se é. Em trocas e baldrocas de... querer.
Assim, hoje centripeto! Faço caminhos inversos, e aproximo-me do que sou. Mesmo nas trocas e baldrocas, venço a fuga e agarro-me ao centro. Mordo as encostas da vida, mesmo que meus braços pendam e as minhas pernas preguicem. Agarro-me. O atrito vai permitir que as voltas percam velocidade... e quando chegar ao centro da minha força. Ciente do caminho que quero, o vou percorrer. Ciente do atrito... em crescente consciência.

Hoje, em atritos de consciência me pergunto: e afinal do que é que me esqueci?

Wednesday, February 06, 2008

Esvaziei-me. Tirei o pipo e esvaziei-me. Não havia muito cá dentro... Quando não se age de consciência a vida passa-nos ao lado. Hoje pegava em dez anos de mim e lavava-os. Tirava-lhes as nódoas, perfumava-os e botava a secar. Dez anos passadinhos a ferro. Espremia-lhes muito conteúdo, mas o resultado mostrava mais dentes.

Saturday, January 19, 2008

Tenho fome de cabelos.......

Monday, January 14, 2008

Dom Jardinzinho esperava esverdejante por sua bela amada. Tão aflorada ela chegou, que primaveril se sentiu. Sentou-se em esperas de fruto e alumiou-se em tão transtornada esperança. Jardim não queria ser mais medido assim aos limites. Queria expandir-se! Multiplicar-se em amor e em frutos. Jardim, sonhava ser floresta.
-"Não te apoquentes"- falava a amada- " Enquanto há vida sempre se esperança!!"

E se foram esperançando tanto, que amada em jardim pariu sem igual. Falou-se em fertilizantes, mas Jardinzinho logo se ofendeu: - "Nas minhas terras (tal não era já o preceito...ou preconceito...?) tudo Natural" ! A frutaria cresceu, a vontade se agravou e a porra da vizinhança se embasbacou. A florestinha caminhava nas diferentes dimensões e não só espaço ocupava como por onde passava, transformava! Eram prédios feitos cabanas, carros em carroças e pessoas...essas, por esse mundo animal fora, se tomavam. É que nos Florestins, bicho é mais preciso que gente. Manias, pois bem. Mas gente é certamente, uma coisa inerte e muito, mas muito, indiferente!!
Queria rasgar-me em avessos de um outro lado. Partir e chegar em abraços já esquecidos. Mas só há caminho, no trajecto que comecei. É tarde.
" (...) Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...(...)" - Alberto Caeiro, in- Guardador de Rebanhos

Deixem-me dizer que de pensamentos não me atrevo nunca. Arrisco pensares, que se fazem de outras cousas, de respirações, de suspiros e desabafos. Mas de pouco pensamento. Porque quem pensa-a-sério, é gente de respeito. É-gente que tem ordem e primazia nos à-vontades da vida.
Eu trago comigo bagagem imensa: Fotografias da tão ansiada Nova Era. Ela é bonita. Veste-se de branco e fala muito baixinho. Na verdade ela é como o Mar, ninguém sabe bem o que ela diz. Mas é bem pesada, porque a carrego já faz tantos sonhos e cada vez me sinto mais cansado.
E se um dia... perceber que também Ela só se faz de peso?

Sunday, January 13, 2008

Tenho saudades de "Ser Amanhã". Saudades de um futuro, que nem chegou a ser Passado. Saudades de uma vontade, de um passo que não chegou a existir. Uma vida paralela, que irei carregar. Não serei mais sozinho, porque essa ideia será sempre uma realidade, porque não chegou a ter tempo, nem espaço. Assim, poderá ser sempre ideia e ser só minha.
Me arrumo então de vontades. Algumas coisas passam para gavetas menos práticas, menos a uso, mas me completam em recheio. Ainda te sou.
Visto então a carapaça do chocolate e me conforto em Invernos chuvosos, com outro mimo.

Saturday, January 12, 2008

O sentido,não existe mais. O mundo como o conheci, aproveita sempre que não estou a olhar para mudar mais um bocadinho. E é tão fácil para mim não olhar...parece que enquanto me distraio com o acolá...o aqui se perde e estou sempre no local errado!!

Friday, January 04, 2008

Partidas e regressos. A sensação, de que cada vez que se parte, menos de nós partiu e que quando se regressa, se regressa apenas a um espaço, a um chão. A cada vez menos coisas.

Friday, December 07, 2007

"(...)Ante esta voz que as dores adormece,
E muda o agudo espinho em flor cheirosa,
Que vales tu, desilusão dos homens? (...)" - Machado de Assis in: Crisálidas

Não tenho tempo para os semi entenderes. Oiço o relógio: tic tac e uma contínua afirmação do supostamente, que engole espaços e travessões. No fundo, tenho sono. Sono por ti, por mim. Sono. Um apetecer do só deixar um espaço entre o já feito e passado, e a retoma da existência. Um descanso. Aquele bocadinho, em que se sente o respirar, que se torna um acto tão consciente e extraordinariamente elaborado, que não sabemos como aguentamos todos os minutos sem ter de pensar nele.
Falo daquele momento entre o ser chamado e o: "Já vou...". Daqueles pequenas alturas em que todas as dimensões são quartas paredes.
Só temo a razão convicta enquanto os chamo. A vontade achada merecida do: "é só mais agora!" , o tanto querer que o Sábado, seja só mais um Domingo, para que o verdadeiro Domingo possa realmente ser Domingo. O poder abandonar-me em pessoa e matéria e perder-me nas mil dimensões do Mim, em que, pelos seus olhos (os de Mim), lá bem no fundinho te tento dizer bem baixinho: Eu estou mais para aqui... Vês-me?

Monday, December 03, 2007

Na verdade o Mar, dá porrada nas rochas só para lhes roubar grão a grão feito galinha. A rocha se despe em solidez e fantasia caminho, não deixando de ter seus percalços, já que nunca aprendeu a nadar. O Pai sempre achou Pedra, dura de ensinar.

Monday, October 08, 2007

Pego em três ramos no chão. Arrumo-os em mim. Olho atento para os pés. Mas raízes...ainda não vi!
A gula nos engole a vontade. O sono nos adormece a genica. E a preguiça...nos radicaliza!! Passamos então à margem. Mas aí nos banhamos e comemos Sol, de olhos fechados. Somos fantásticos!

Thursday, August 30, 2007

Existem alturas em que sentimos a insuficiência das coisas. Outras alturas, em que sentimos uma exigência das mesmas. Ligações, soluções, confusões...
Mais um xuta a bola para aquele lado...qual será o desenlace?

Monday, August 27, 2007

(...)Ultrapassado o sentido de propósito, quem de esperança vive, tarde se levanta. Tudo por uma lógica ionesca simples: quem muito sono tem, pouco dorme! Que lógica? Que ionesquice? É assim mesmo... a verdade, por vezes esconde-se por essas meias.
Estou descalço. Mas não tenho frio nos pés. Está calor? Não sei. Tenho sono. Porque não dormi.
Grandes discussões poderão terminar assim... Mas começar assim?
Eu sei... faço arrastar pensamentos entre dizeres, que tanto podem ser de hoje, como de amanhã. Mas se nos tantos entres alguma ideia se acelerar, o trabalho cerebral justifica-se, somente por um qualquer produto visível.
é assim...

Friday, August 24, 2007

Saturday, August 18, 2007

hoje o dia começou por ser diferente. Hoje o dia foi, porque é suposto o ser. E assim, hoje constacto que todo o "dia" é, e será, agora diferente. E para sempre. Crescemos em forma de ião...Nos positivamos, nos negativamos...nos vamos sentindo. Mas assumimos sempre, que o chamado "core" cresce com nosco, sempre. Se desvia, se chateia, mas é unidade. Unidade então tem que se assumir unida, ciente que se carregou na existência e nunca na falha. Mas o universo é contínuo, não parando nunca em nós. Nem nos nossos. Aí residirá a tal de "beleza"... E, provavelmente, assim o será.
Mas hoje, que supostamente creci... Hoje, sou menos do que até à tão pouco tempo fui...
A Ti de im

Sunday, August 12, 2007

Retrato desse já ali

Saudade não vive mais aqui,
Você pergunta "e daí?",
me guiando, para perto do longe de onde saí,
me lembrando que não estive nunca sozinho,


Me atira verdade e muita história,
que meu cabelo, cresce ainda assim!
Guardar tua imagem na memória
não chega não, p´ra mim.

Me sento nos verdes da tua paisagem,
descansando nos entreténs de cada viagem,
num misto de azul escondido no marfim.

Me sinto pequeno e mansinho,
acordando por vezes triste no caminho,
porque você nunca esqueci.

Me lava minha cabeça,
me refresca todos os pensamentos
que levei daqui.

Me atira verdade e muita história,
que meu cabelo, cresce ainda assim!
Guardar tua imagem na memória
não chega não, p´ra mim.


(processo estranho e em obras....)

Friday, August 10, 2007

Se pegarmos aí em trinta abismos e os dividirmos pela esperança média de vida, nem um nos calha em cada dois anos. Mas vida tem muito mais chatice que isso!! As contagens são muito pouco profundas, quando toca a realidades infortunadas!!
Mas verdades são outras!! Abismo é projecto vivo. Os neurónios prepõem-se à obra e brincam de playmobil! Neurónio 376 faz de engenheiro e o 287 de arquitecto. Os mais débeis do bruto assalariado e o indivíduo em si, fica a brincar de juro. Resultado final: TUDO TRAMADO!!!
Abismo tem nome de monstro, poderia parecer-se com o Abominável Neves. Aliás, com este se escreve e até sobram letras. Mas isso seria simplificar... Abismo veste-se assim de refinado. Empreendedor é a palavra certa. Classificam-se desde moradias de luxo até construções megalómanas, mas assim tudo ao contrário e um bocadinho do avesso! Não está assim nada arrumadinho, é o que vos digo! Abismo é luxo de depressão! É para quem pode e não tem sentido.
Mas, segredo dele mesmo, é que se escava escondido. Dá o soninho, não é... A tal da inércia. Vem a conversa: "ai a tsé-sté!" Mas tunga!! Já tá um gajo tramado. É assim.
Mas tão longa é sua teia e já tã antiga, e não há porra de carro bombeiro que o salve das suas escavações?
Comprar fiado já era... Ninguém confia em ninguém! Bom-bom deixou-se de chocolate e passou a ser crédito, aí sim, nessa terra é que vive toda a gente, só espera o colapso: É pior que térmitas!! Sim, que essas é nem vê-las. Emigraram para o outro lado já qualquer. Aquele do tanto faz, que ninguém se importa, os ditos de terceira.
Bem, contas feitas: letras é a dar-lhes com um pau, os números aumentam e a cabeça da gente rebenta!!!